Hoje existe um conceito de “banda independente” que não existia a alguns anos atrás. Classificar um estilo de rock como “rock indie” é incompleto no sentido de que ser independente não diz muito sobre o gênero musical, mas o fato é que socialmente, algumas bandas que não tem contrato e nem vínculo com selos e gravadoras, fazem um tipo de som que se assemelham entre sí.
O chamado “rock indie”, “rock alternativo” foi calcado em cima dos Los Hermanos, e, de repente, tudo que tem dissonância + overdrive se parece com Los Hermanos.
Por isso, tá na hora de parar de comparar tudo com Los Hermanos.
Volver é um exemplo típico disso. É rock e ponto.
Vindos do Recife, estão morando em São Paulo, pois sabem que aqui a circulação de bandas é muito maior, e o circuito favorece muito mais do que em qualquer outro lugar do recife. Livrarias, bares, casas noturnas, programas de tv. Tudo está aqui.
Fui vê-los na FUNHOUSE e cheguei a duas conclusões:
- Eles reproduzem quase que religiosamente o som tirado no estúdio
- Nunca mais volto naquele lugar
Para quem não conhece a banda, vale BEM a pena procurar o trabalho deles para baixar. Achei um material em baixa taxa de bits (variando entre 112kb e 150kb), mas dá para sacar muito bem as composições dos caras. A referência com Beatles é nítida, as harmonias e melodias, soa muito como a fase Rubber Soul dos Beatles.
Duas guitarras, baixo e batera. Em algumas músicas, hammond e rhodes. Com muito bom gosto, com muita sutileza. Muito solos de guitarra, chega a ficar repetitivo – tem que ser falado, mas as músicas são realmente fascinantes. Letras simples e profundas, sem tentar soar como remanescentas da ditadura militar, e sem soar como estudante universitário de letras, tudo é usado com muito bom gosto, as rimas e os tons.
Ao vivo, é exatamente isso que se vê. A reprodução do que se tem no disco. O show é bem executado, as falas são simples, as músicas são precisas. Mas a Funhouse é pequena, tem uma acustica que não favoreceria nem o Jack Johnson, a iluminação lembra Bruxa de Blair e o dj insiste em tocar mais alto que a banda.
Do resto, vale a pena conferir. Volver neles !
Hoje existe um conceito de “banda independente” que não existia a alguns anos atrás. Classificar um estilo de rock como “rock indie” é incompleto no sentido de que ser independente não diz muito sobre o gênero musical, mas o fato é que socialmente, algumas bandas que não tem contrato e nem vínculo com selos e gravadoras, fazem um tipo de som que se assemelham entre sí.
O chamado “rock indie”, “rock alternativo” foi calcado em cima dos Los Hermanos, e, de repente, tudo que tem dissonância + overdrive se parece com Los Hermanos.
Por isso, tá na hora de parar de comparar tudo com Los Hermanos.
Volver é um exemplo típico disso. É rock e ponto.
Vindos do Recife, estão morando em São Paulo, pois sabem que aqui a circulação de bandas é muito maior, e o circuito favorece muito mais do que em qualquer outro lugar do recife. Livrarias, bares, casas noturnas, programas de tv. Tudo está aqui.
Fui vê-los na FUNHOUSE e cheguei a duas conclusões:
- Eles reproduzem quase que religiosamente o som tirado no estúdio
– Nunca mais volto naquele lugar
Para quem não conhece a banda, vale BEM a pena procurar o trabalho deles para baixar. Achei um material em baixa taxa de bits (variando entre 112kb e 150kb), mas dá para sacar muito bem as composições dos caras. A referência com Beatles é nítida, as harmonias e melodias, soa muito como a fase Rubber Soul dos Beatles.
Duas guitarras, baixo e batera. Em algumas músicas, hammond e rhodes. Com muito bom gosto, com muita sutileza. Muito solos de guitarra, chega a ficar repetitivo – tem que ser falado, mas as músicas são realmente fascinantes. Letras simples e profundas, sem tentar soar como remanescentas da ditadura militar, e sem soar como estudante universitário de letras, tudo é usado com muito bom gosto, as rimas e os tons.
Ao vivo, é exatamente isso que se vê. A reprodução do que se tem no disco. O show é bem executado, as falas são simples, as músicas são precisas. Mas a Funhouse é pequena, tem uma acustica que não favoreceria nem o Jack Johnson, a iluminação lembra Bruxa de Blair e o dj insiste em tocar mais alto que a banda.
Do resto, vale a pena conferir. Volver neles !
por Igor Fediczko
para quem quer conhecer Volver por uma música, baixe A SORTE. se não gostar dessa london calling à brasileira, não gostará de mais nada.