Jamiroquai: Rock Dust Light Star
Se os fanáticos por Jamiroquai queriam um disco novo é exatamente isso que conseguiram: um disco novo em vários sentidos.
Trata-se de um disco arranjado inteiramente pela banda e gravado inteiramente ao vivo na Tailândia. Na Tailândia? Exatamente. Recebemos, às véspereras desse lançamento, via newsletter, um pré-release do disco, esclarecendo a participação da Tailândia no disco. Em resumo, “trata-se da mesma qualidade de gravação que teriam na Inglaterra, exceto que fora dela e com comida melhor”.
Efetivamente, depois de haver escutado rigorosamente tudo o que já foi publicado pela banda ao longo dos anos, a impressão imediata que se tem é de que a Tailândia, no que compete à música, é uma excelente idéia. Com efeito, ainda que seja um “Jamiroquai inconfundível”, percebe-se com clareza que o disco inaugura imagens que só poderiam estar relacionadas à interação da banda com uma paisagem de grande beleza. Fala-se aqui do espírito do disco, certamente diferente de todos os outros.
Todo o disco é tocado e cantado com grande delicadeza, esta idealmente balanceada por opções de harmonia que já se anunciavam no disco Dynamite. Outro detalhe interessante que se observa é a participação marcante de guitarras, elemento nem sempre explorado pela banda, mas que agora aparece de modo muito relevante ao lado dos teclados, estes que contam tanto com elementos modernos sintetizados, como também com sons mais orgânicos e analógicos, como wurlitzer, Fender Rhodes e pianos acústicos muito bem gravados, obrigado.
Aliás, qualidade de captação, mixagem e masterização não podem ser alvo de nada que não seja elogio.
Quem conhece bem a banda deve concordar que, assim como John Mayer, o Jamiroquai é uma banda que já se inspira em si mesma, muito mais do que nos outros discos, a despeito de qualquer influência que tenha sido descarada no passado. O nível de identidade sonora do Jamiroquai é inigualável, assim como sua competência em misturar estilos. Bem lembrado: Rock Dust Light Star é também uma mistura comovente e competente de estilos.
É um disco de 12 faixas das quais destacamos… Bem, todas elas. Importante mesmo é escutar esse disco e dizer se concorda ou não.
Para que não deseja esperar mais do que 5 minutos para ouvir a obra, a resposta está na ponta do mouse, não é? Encorajamos, entretanto, a procurar o disco no melhor formato (.wav), para aproveitar ao máximo a qualidade de som oferecida pela banda.
Na nossa opinião, é uma banda que tem uma coletânia de obras conceituais que agora chega ao seu ápice e nos leva a perguntar: se vier algo depois desse disco, o que será?
@paulogiaini

