Construam um foguete… E vão nele ao som de Elbow.
É quase a trilha sonora de uma viagem espacial. Se era essa a intenção, ou não, Elbow decolou aqui no Design da Música.
E foi longe…
Vou apostar em uma maneira diferente de fazer uma resenha. Pessoalmente, dou muita atenção aos aspectos técnicos de uma produção, como a mixagem, ou a letras – ou parte delas – que eu considere importantes.
Ocorre que fiquei um pouco sem ter o que adicionar sobre esse disco, em matéria de captação, mixagem e masterização. É simples: é perfeito.
No máximo, digo que a megalomania nem sempre dá num beco sem saída, mas sim pode levar-nos em órbita.
Os arranjos e as letras são fontes inesgotáveis de imagens. Em um tópico relacionado, já me foi chamada a atenção pela atriz paulista Thais Aguiar, que numa música, “as imagens levam o ouvinte a outro patamar”. Nisso, Elbow é peculiarmente eficaz.
“Old friends / You stuck a pin in a map I was in / And this is a note for a road sign” - Old Friends
“There’s a bayonet in my family things” – High Ideals
“We got open arms for broken hearts” – Open Arms
Era isso. Sei que sou de escrever muito, mas não dá. Está tocando Elbow – Build a Rocket Boys no meu fone. Escrever virou secundário.
@paulogianini

